Migrar para cloud não é apenas lift-and-shift. É repensar custo, performance e resiliência de aplicações que muitas vezes foram escritas para outro contexto.
Fase 1 — Assessment. Inventário de aplicações, dependências, requisitos de latência e compliance. O resultado é uma matriz que classifica cada workload entre rehost, replatform, refactor ou aposentar.
Fase 2 — Landing zone. Estrutura de projetos, identidade, rede, política de custos e observabilidade antes de qualquer carga subir. Pular esta fase é o erro mais caro e mais comum.
Fase 3 — Onda piloto. Escolha workloads reais mas de baixo risco. O objetivo é validar o processo, o runbook e o rollback, não provar que a tecnologia funciona.
Fase 4 — Migração em ondas. Grupos por afinidade de dependência, janelas definidas, sincronismo de dados e critérios claros de sucesso e reversão para cada onda.
Fase 5 — Otimização. Rightsizing, contratos de compromisso de uso, autoscaling e revisão de armazenamento. É aqui que a economia prometida no business case realmente aparece.
Fase 6 — Operação contínua. FinOps, alertas por serviço, testes de resiliência e um ciclo de revisão mensal. Cloud sem governança contínua vira data center caro com fatura variável.
Em projetos sobre Google Cloud, essa sequência nos permitiu migrar operações críticas com janelas curtas e sem indisponibilidade percebida pelo usuário final.